McFruit

Você está lá, no centro da cidade, um calor de lascar, gente pra todo lado e aquela fome… O que você come? Um salgado com refri? Um biscoito recheado? Uma batatinha frita? Um sebosão?

Só se for aí em Natal, meu bem.

Aqui você come fruta. Fresca. Cortada ali na hora.

Foto: Emídia Felipe

Foto: Emídia Felipe

A porção “simples” com uma única fruta sai por R$0,70. A reforçada e com três tipos de frutas fica por R$ 2. Eles também fazem pra viagem.

“Ai, Emídia, mas deve ser sujo”. Nada que seus anticorpos não deem conta.

Eu adorei. Na que eu fui, enquanto procurava o colchão (R$ 790, conjunto box casal mola Onix), o negócio era bem organizado. Todos os três atendentes usavam camisas vermelhas e luva amarela. Comi uma porção de melancia. Bem docinha.

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5 Respostas para “McFruit

  1. Não que a comida de rua seja comumente limpa, mas o povo implica muito… tem muito restaurante chique que nas entranhas é um chiqueiro…

    Mas o que os olhos não vêem, o estômago não sente…

  2. Se um diz que presta eu como, mas sem ninguém dizer eu não me aventuro. Tu é corajosa.

  3. Gostei da ideia. Ainda mais com esse calor. Parece ser bem mais refrescante.

  4. Adriana Gabriel

    Pois é!
    A primeira vez que fui a Recife com Geyson foi bem cedo da manhã e estava morrendo de fome. Então ele propôs um café-da-manhã saudável: frutas!
    Confesso que, quando olhei aquele monte de abacaxi, melancia e mamão amontoados em cima de um carrinho, tive nojo.
    Mas, quando comecei a comer, as frutas estavam tão doces e suculentas (não sei se era isso mesmo, ou a fome que fez ficarem assim) que matei a fome por ali mesmo.

    Acho que nem são as frutas a parte suja dessa história toda. Talvez seja a própria rua que transpasse essa sensação de sujeira. As ruas de Recife são realmente, sem sombra de dúvidas, muito imundas. Quando ando pelo centro da cidade, o lugar que vem à cabeça é Londres em plena Idade Média, quando não existia lixeira, nem banheiro, nem esgoto, nem nada; a rua era a via de escape para toda tipo de milacria.
    Passe pela rua 7 de setembro, na altura do Banco do Brasil, que você certamente vai entender essa minha sensação.

    Boa sorte!
    Cheiro grande!

  5. Ai Emídia, quando eu li fiquei emocionada. Uma das coisas que mais me lembro quando ainda morava em Recife era das frutas nas calçadas. Me lembro da maquininha para descascar laranja e dos imensos corredores com frutas penduradas. Quando eu ia para o escritório do meu pai, que ficava bem no centro do Recife, mas precisamente no “beco da morte”, eu ia dar uns roles nas banquinhas de fruta. Ainda não era tão limpinho assim… Mas o que mais me atraia era olhar homens e mulheres, com ou sem paletós, deixando o caldinho de fruta escorrer até a boca do cotovelo!!!

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