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Falando no Muda

Reutilizar. Renovar. Reiventar. Rever conceitos. É bom fazer isso de vez em quando. E, de vez em quando, é bom ter isso como rotina. Me sinto um pouco assim no Espaço Muda, galeria-bistrô-brechó-espaço de espetáculos que fica no bairro de Santo Amaro, na periferia do Recife (mas que está ganhando uma buliçosa vida noturna, especialmente pela presença dos dois maiores jornais no bairro).

Foto: Emídia Felipe

O Muda é minha dica permanente para quem gosta de arte e lugares aconchegantes. Também dá boas ideias para quando deixamos de lado o consumismo exagerado e pensamos em dar novos destinos às coisas – na decoração e no brechó. Virou point de gente interessante e área de tamanho ideal para exposições fora do circuito “chique” das artes.

Fiz um perfil para a Revista o Grito sobre o lugar. Sim, fui parcial: sugeri a pauta porque gostei. “Apesar de não ser o primeiro – nem será o último – a engrossar o circuito de points descolados que estão metamorfoseando a área, chama a atenção pela sua pluralidade. Apresenta propostas que envolvem artes visuais, teatro, música, cinema, literatura e gastronomia”, descrevo.

Foto: Emídia Felipe

Mas cada um pode ir lá e fazer as próprias avaliações.

No meu Flickr, mais fotos.

PS: deu saudades de escrever aqui. É o blog mais interativo que tenho e o que uma das coisas que me fazem me sentir mais em casa aqui no Recife. Vou tentar atualizá-lo mais.

Mirabolante

Fazia muito tempo que eu não ia a um parque de diversões, talvez quase uma década. Mas nunca deixei de gostar de montanha-russa, mesmo conhecendo só as pequeninas, únicas que cabem no largo do Machadão, em Natal, praticamente o único lugar em Natal para esse tipo de estrutura.

Emídia Felipe

Tempos atrás fui à Mirabilândia, que fica coladinha em Recife, em Olinda. Parece que no local onde funcionava o Playcenter.

Emídia Felipe

Emídia Felipe

Nunca gritei tanto. Fomos em duas montanhas-russas, um brinquedo com descidas na água, carrinhos bate-bate e casa do terror. Na época de halloween, estava havendo shows de terror – superprodução com interação com o público.

Emídia Felipe

Mas acho que só vale a pena pra quem consegue desconto, como eu. Eles têm convênios com empresas e escolas, que deixa o preço pela metade. O normal é R$ 40.

Enchanté, passo a passo

O Recife antigo tem um shopping. Poderia ser mais um centro de compras impondo o consumismo capitalista enlatado – porque quase todos os shoppings são iguais.

Mas esse, o Paço Alfândega, é diferente. Veja você mesmo:

Foto: Emídia Felipe

Foto: Emídia Felipe

Foto: Emídia Felipe

Foto: Emídia Felipe

As lojas seguem o mesmo estilo, a praça de alimentação também.

A dica é juntar essa visita com o passeio da Livraria Cultura (que é do lado e cuja nome “oficial” é Livraria Cultura – Paço Alfândega).

No dia em que estive lá, havia pouca gente passando e comprando. Espero que não seja o padrão, porque como qualquer empresa, sem clientes, fecha.

Cultura!

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Quem gosta sabe o quanto pode ser prazerosa uma passada em uma livraria. Estou inclusa nesse grupo e, para minha felicidade, a Livraria Cultura é mesmo tão encantadora quanto pintaram.

Estantes e mais estantes de livros, revistas, CDs, DVDs, souvenirs e até vinis (de pop a jazz), divididos em térreo e mezanino.

Foto: Emídia Felipe

Mas a interação da cultura vai além dos diversos pontos de testes de áudio de CDs e checagem de preço. Há um auditório com algumas dezenas de lugares onde rolam palestras, debates e shows – a divisão desse espaço com o resto da loja é feita por um vidro; assim, quem passa pode dar uma espiada e, se resolver ficar por ali, senta no chão mesmo, que tem carpete.

Isso sem falar nas já conhecidas “extras de livrarias” poltronas, para quer quer ler por ali mesmo, e uma lojinha de café.

O maravilhoso mundo das compras

Não bastasse eu ser mulher, agora sou uma recentíssima dona de casa. Imagina a minha vontade de comprar coisas!

Para a tristeza do meu lado racional que me manda controlar as contas, conheci o Atacadão dos Presentes. Precisa de um friso? Vá lá. Precisa de um jarro de vidro? Vá lá. Precisa de uma furadeira? Vá lá. Precisa de um presente de última hora para a sogra e pro primo pentelho? Por ir lá.

Esteiras rolantes vão e vêm nos três pisos

Esteiras rolantes vão e vêm nos três pisos

São três pisos de tudo o que você imaginar e mais um pouco. Um mundo de bugigangas e coisas úteis.

E olha que a loja que eu fui foi a da Boa Vista (Boa Vista é um bairro, mas quando falam “a” Boa Vista, geralmente estão se referindo à Avenida Conde da Boa Vista, a principal do centro).  Mas me disseram que a que tem perto do Metrô é muuuito maior. Não consigo montar a imagem na minha cabeça.

O site da empresa deixa a desejar – mas entre pra você conhecer a marca e dar uma passada quando estiver por aqui.

Tenho medo de levar minha mãe lá. Ela vai enlouquecer. E falir.

McFruit

Você está lá, no centro da cidade, um calor de lascar, gente pra todo lado e aquela fome… O que você come? Um salgado com refri? Um biscoito recheado? Uma batatinha frita? Um sebosão?

Só se for aí em Natal, meu bem.

Aqui você come fruta. Fresca. Cortada ali na hora.

Foto: Emídia Felipe

Foto: Emídia Felipe

A porção “simples” com uma única fruta sai por R$0,70. A reforçada e com três tipos de frutas fica por R$ 2. Eles também fazem pra viagem.

“Ai, Emídia, mas deve ser sujo”. Nada que seus anticorpos não deem conta.

Eu adorei. Na que eu fui, enquanto procurava o colchão (R$ 790, conjunto box casal mola Onix), o negócio era bem organizado. Todos os três atendentes usavam camisas vermelhas e luva amarela. Comi uma porção de melancia. Bem docinha.