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Mergulhando em Porto

Seguindo a linha “Verão” nas dicas de Pernambuco, indico o mergulho em Porto de Galinhas (pertencente ao município de Ipojuca, Litoral Sul, a cerca de 75km do Recife).

Clique aqui para ouvir esse post no meu podcast

Quem não tem curso de mergulho faz sempre o batismo, uma modalidade acompanhada, com pouca profundidade (cerca de seis metros), porém muito interessante. E a água de Porto é cristalina. Há diversas opções de empresas que fazem mergulho. Procure sempre as credenciais dos responsáveis. Para o batismo, os preços que encontrei variam de R$ 80 a R$ 280. Vai de acordo com o seu bolso e onde você quer mergulhar.

Eu e David no mergulho em Porto - Foto: Divulgação/Submerso



Eu fui na mais barata, a Submerso. Não me arrependi. O mergulho foi muito legal. Antes, há uma aulinha de conceitos e sinais básicos. Depois você vai para a área de mergulho, antes dos corais, e faz uma rápida adaptação ao equipamento. Fui duas vezes. Vejam as fotos aqui.

Esse mergulho foi antes dos corais, ou seja, sem riscos de tubarões. O que você vai ser são simpáticos peixinhos coloridos, como em um aquário gigante. Para quem tiver problemas em ficar embaixo d’água e acabar ficando na areia, lá tem aluguel de snorkel. Além disso, na maré baixa dá pra ir andando dentro d’água – ou nadando no raso – até as piscinas naturais, que são belíssimas.

Sobre Porto
Diferentemente de Pipa (RN), por exemplo, Porto de Galinhas é plano e a área de restaurantes, lanchonetes e bares  próximos à praia é mais ampla e permite um tráfego melhor de pedestres. Contudo, como qualquer praia popular, atrai muita gente. As barracas tomam conta da larga faixa de areia (quando maré baixa).

Do blog http://lugaresextraordinarios.blogspot.com

Nessa época do ano há ainda mais gente por lá. No fim de semana passado (08 e 09 de janeiro) peguei 45 minutos de congestionamento para chegar lá – o fluxo não é apenas para Porto, mas para praias vizinhas igualmente bonitas, como Tamandaré e Carneiros. De todo modo, vale a visita. E o mergulho.

Empresas de mergulho que consultei
www.submersoscubadiver.com.br
www.aicadiving.com.br
www.aquaticos.com.br

Como chegar a Porto
Pra quem vem de Natal e outras cidades ao norte de Pernambuco, o melhor é ir pela BR-101, porque é bem sinalizada. Mantenha-se à direita quando estiver saindo da área do Recife.  Da BR-101, depois que sair do Recife, você precisa ficar atento porque este trecho está em obras e a sinalização não é muito boa. Você vai pegar a PE-60. Daí é seguir a sinalização e perguntar sempre que em dúvida – não confie só no GPS! Fique atento na estrada – como em qualquer uma, sobretudo as que você não conhece bem – e não corra. Além de ser sempre necessário cuidado, o povo daqui de Recife e região é muito escroto.

Veja aqui o mapa no Google Maps.

Fotos do meu mergulho
www.flickr.com/photos/emidia/sets/72157624288721074

Links de turismo em Porto
www2.uol.com.br/portodegalinhas
www.visiteportodegalinhas.com
www.agitoportodegalinhas.com.br

Terça? É do vinil

Sou suspeita pra falar porque assessoro o “dono” do evento. Mas, se não gostasse, não falaria. Então lá vai:


Nem só de frevo vive a irmã do Recife. Olinda oferece outros ritmos dançantes e malemolentes durante o ano. Às terças, por exemplo, rola a Terça do Vinil na Bodega de Véio, com samba, MPB e outros ritmos brasileiros tocados nos saudosos bolachões.

Foto: Divulgação/DJ 440

Embaixo, a bodega e suas bodeguices – de comida a suvenires. Em cima e ao lado, o DJ 440, que literalmente toca o projeto, escolhe as músicas. Entre esses dois pontos, as pessoas dançam, conversam, circulam e se espremem. Quando está muito cheio, chega a lembrar a rua principal de Pipa (RN) em dia de “festa”. Mas a vibe é com-ple-ta-men-te diferente.
Esse vaivém é gratuito. Ninguém paga nada além dos comes e bebes. Esses, aliás, não são assim tão fartos. Você poderá ter dificuldade de achar cerveja e comida. Apesar do sucesso do evento, acho que só a Bodega e uma mulher que mora em frente vendem alguma coisa – se outros lugares vendem, fecham cedo.
Como começa às 19h, a Terça do Vinil acaba sendo um bom aquecimento para bares e eventos nas redondezas.

Quem também aparece por lá (pena eu não ter pego foto e mais informações) é um artista de rua que anda na corda bamba entre dois postes e espalha fogo com a boca, usando querosene como combustível.
Para o transporte, a dica é ir de táxi. A não ser que você more ou esteja hospedado em Olinda e dê pra ir andando. Isso porque esse pedaço da Rua do Amparo fica cheio e difícil de passar com veículos. Além disso Olinda, à noite, não é a mais segura das cidades, sobretudo na parte histórica, para veículos.

Mais fotos da Terça do Vinil aqui.

Ei, me dá uma moeda

Em fevereiro por aqui todo dia tem lugar pra ir. Todo mundo tem um bloco, ou alguém promove um show ou uma prévia carnavalesca. Em dua delas, acabei indo à Rua da Moeda, famosa no Recife Antigo. Infelizmente a câmera do meu novo celular é muito pior do que se dizia e a imagem não faz jus ao clima, mas vamos lá:

A imagem mostra uma das laterais da rua, perto da Casa da Moeda, um dos barzinhos legais da área. Foi lá onde vi a brincadeira da Skol nas mesas pela primeira vez.

É lá também que tem uma estátua em homenagem a Chico Science.

A Rua da Moeda fica perto da Livraria Cultura e eu já tinha passado por lá de dia. Mas nada comparado ao agradável clima da noite.

Salve, São Pedro

Dia desses estive no Pátio de São Pedro, uma boa área em frente à Igreja de São Pedro, no Centro de Recife.

Igreja de São Pedro

Foi em um dos dias do Festival Pré-AMP e quem tocava era o Trio Pouca Chinfra (qu de trio não tem nada, eram várias pessoas; mas, justamente por isso começaram a demitir músicos). Sambinha legal, policiamento presente e gente interessante. Mas parece que nem sempre é assim. Segundo umas pessoas que estavam comigo, fora dos festivais o pátio não tem mais atraído tanta gente como antigamente. Apesar da beleza histórica do local e bons barzinhos que tem por lá, o centrão passou a ser um pouco hostil e esquecido pela segurança pública.

Voltando ao festival, uma cena me chamou a atenção. Entre a banda e as pessoas que dançavam perto do palco, um mendigo dormia. Olhando por ele estava um rapaz que parecia realmente triste com a situação.

Logo depois, outro mendigo apareceu, mas parecia mais disposto:

Eu, que tinha chegado mais perto do palco para dançar, não consegui e voltei para perto da igreja. Sim, a miséria alheia me incomoda e incomoda o meu sambar. Um incômodo que nasce da vergonha de ter tanto e ainda não fazer nada, ou muito pouco, por pessoas como essas, que sempre precisam de ajuda. Obviamente não poderia fazer nada ali, talvez um trocado para que comessem – mas que provalvemente viraria algum vício para ajudar a passar a noite. Mas espero que, assim como eu e, provavelmente, o rapaz que os observava, cada um de nós se sinta um pouco tocado com o extremo em que muitos próximos a nós vivem e tente fazer algo como puder.

É carnaval!

Sim, desde o dia 1º já se tem notícia e realização de festas carnalescas em Recife e Olinda.

Galo da Madrugada - esse eu devo ir!

Veja a programação e notícias no hotsite do Diário de Pernambuco e no site oficial da prefeituras de Recife.

A de Olinda – pasmem – ainda não colocou a programação no ar.

Eu ainda não sei pra onde vou ou vou deixar de ir. Só sei que eu vou.

Mirabolante

Fazia muito tempo que eu não ia a um parque de diversões, talvez quase uma década. Mas nunca deixei de gostar de montanha-russa, mesmo conhecendo só as pequeninas, únicas que cabem no largo do Machadão, em Natal, praticamente o único lugar em Natal para esse tipo de estrutura.

Emídia Felipe

Tempos atrás fui à Mirabilândia, que fica coladinha em Recife, em Olinda. Parece que no local onde funcionava o Playcenter.

Emídia Felipe

Emídia Felipe

Nunca gritei tanto. Fomos em duas montanhas-russas, um brinquedo com descidas na água, carrinhos bate-bate e casa do terror. Na época de halloween, estava havendo shows de terror – superprodução com interação com o público.

Emídia Felipe

Mas acho que só vale a pena pra quem consegue desconto, como eu. Eles têm convênios com empresas e escolas, que deixa o preço pela metade. O normal é R$ 40.