Lembram do Central? Aquele que eu falei rapidamente quando fui ao Frontal. Bom, eu estive lá dentro dia desses, e gostei.

Vista da área principal do bar a partir do mezzanino
É um point de jornalistas e outros bichos, com boa música – jazz e cia; mas a jukebox tem de rock a Luiz Gonzaga – e boa comida. Também citado no guia da Veja, como ótima opção para o happy hour. Como já tinha jantado, pedi um doce: cartola, que aqui não leva chocolate, mas canela. Muito boa.
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Dias desses fui, finalmente, à Boa Viagem. Se não me engano, praticamente a única praia urbana de Recife.

Vista de Boa Viagem no sentido Centro-Sul
Diferente de Natal – com exceção de Areia Preta – toda a orla é emparedada por altos edifícios, o que bloqueia boa parte da orla marítima pra cidade, que é plana (e parece que até em nível abaixo do mar). Em comum com nossas praias, a enorme quantidade de cadeiras, guarda-sóis e vendedores ambulantes. Nada comum – e que realmente me surpreendeu – é a enorme quantidade de… pombos! Pombo na praia. Que coisa!

Pombinhos por toda a praia
Sem falar nos trechos em que é melhor ficar na areia.

Vários pontos da praia têm alerta sobre possíveis ataques de tubarões
Masss…. Praia é praia. Sol, mar, som de ondas e uma agradabilíssima sensação de brisa levemente salgada no rosto.

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Ruas desertas, frotas de ônibus especiais, comércio fechado, escala de plantão no trabalho. Podia ser domingo mas é quarta-feira. Dia de São João.

Isso mesmo. São João por aqui é feriado. Eles fizeram um acordo com os céus e preferem homenagear o santo a reverenciar o Corpus Christi – trocaram um pelo outro. Ontem, todo canto da cidade cheirava a fumaça de fogueira e, se a noite tiver sido violenta, o barulho dos possíveis tiros foi muito abafado pelos estouros das bombinhas juninas.
E, apesar de ser quarta-feira, desde segunda o clima já era de festa, quase o mesmo clima pré-Natal.
Pense num povo festeiro!
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Sem carro – por enquanto, espero – estou tendo que ir trabalhar de ônibus. Dei sorte: a parada é perto de casa e a linha não é demorada. Além disso, eu vou no contrafluxo do rush.

Massss… a passagem custa R$ 2,80! Tudo bem que a população da Grande Recife é do mesmo tamanho da população do Rio Grande do Norte todinho, mas quem vem de uma cidade onde tudo é a 15 minutos de carro e a passagem de ônibus é R$ 1,45 (ainda é?), susto é inevitável. *Mas descobri que também tem ônibus a R$ 1,85 – pena que não é o meu!
Uma coisa que merece registro também: tem gente que se pendura no lado de fora do ônibus em movimento, tipo 50, 60 km/h. Acho que vi algo assim em noticiários de São Paulo. Ao vivo foi a primeira vez – pena que não deu pra registrar com máquina, porque o bairro onde estava era meio barra pesada e foi muito rápido.
Quem, como eu, precisar de ônibus pra praticamente tudo no Recife, tem um site que pode ser legal: www.onibusrecife.com.br . Ainda não testei, mas parece bem completo. Vou dar uma olhada e depois eu conto.

Site Ônibus Recife
*Atualizado em 05/06/09, às 09h36
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Olá, classe!
Vamos agora aprender um pouco das expressões do povo do Recife – não esqueçam de falar os “Ss” antes de consoantes e no fim das palavras com som de “izz”.

Se disserem que seu namorado é “tanga no aro” ou ”trabalha na Mário Melo“, é melhor você investigar o rapaz, porque ele pode ser “frango”. Captaram?
Quando você ouvir um “eu me abro“, descarte a sinceridade alheia. Ele não quer dizer nada além de que ri de algo.
O nosso “doidinha” aqui é “mulé“.
Doidinho que pega mulher feia é homenageado com a alcunha de “guerreiro“.
Aqui não é a Bahia de Lázaro Ramos, mas também se fala “Ó pra aí”, só que sem o “ó” do final. Na verdade, como falam muito rápido, é “opraí” ou “opraisso“ (em menos de um milésimo de segundo).
Se você fizer alguma coisa “na brodagem“, certamente será bem visto e todos vão achar que você é uma pessoa generosa.
“Ruim que só febre do rato” é ruim mesmo.
A interessante construção “tá vendo tu?” é como o nosso “olha aí”.
Um bom advérbio de intensidade é o “é bóia“.
E, meninas, se chamarem você de “tabacuda” não se ofenda…tanto. Afinal, um rapaz também pode ser “tabacudo“, que nada mais é do que abestalhado.
Agradecimentos especiais a Maria Helena, Filipe de Assis, Dimitry Queiroga e Roberto Emmanuel.
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Estive em um dos ganhadores da última edição Veja Recife – não que a publicação seja um guia indefectível, mas é uma boa referência.
É o Bar do Neno, colado no irmão gêmeo Bar do Lula. O do Neno produz o caldinho considerado o melhor da cidade. Acabei descobrindo isso só depois de um casquinho de caranguejo e uma empada e, como já tinha jantado, não quis provar. Mas não faltarão outras oportunidades.

Salão do Bar do Neno
De todo modo, como eu dizia, a empada de palmito que comi era simplesmente perfeita. Eles servem no estilo Real Botequim, com garçons passando com os petiscos e oferecendo.
Provei ainda uma deliciosa – e bem doce, como gosto – tangiroska.

Tangiroska
Como imaginei, o lugar, que fica em um bairro nobre da cidade (Parnamirim), não é barato. Estávamos lá porque era quarta-feira, dia de chopp (R$ 3,50) clonado – segunda também tem. A tangiroska saiu a R$ 6,90. Uma cebola recheada com charque que um amigo comeu, R$ 9,90.

Caldinho completo: R$ 4,50
Enfim, é um lugar pra você ir quando estiver com dinheiro e a fim de petiscar e beber bem. Mas vale a pena. Eles são bem criativos. Essa semana, até domingo, estão servindo pratos feitos por clientes e parte da arrecadação vai para o Imip, uma ONG da área médica.
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Dia desses finalmente dei minha primeira saída cervejística – nem gosto muito, mas esse novissímo adjetivo representa também reunião de pessoas conversando e rindo em torno de uma mesa de boteco, o que é muito bom. Vamos ao que eu vi:
Esse aqui é o Central. Point de jornalistas na Rua Mamede Simões, no centro do Recife, com comida árabe, petiscos e uma jukebox:

Esse aqui é o Frontal, em frente ao Central. Primo pobre do Central, com cerveja a R$ 3 com direito a cadeira de plástico na calçada.

Esse outro é o Zero1, no Recife Antigo. A arquitetura lembra as reformas em casa de pobre: vai fazendo uma coisa aqui, outra ali, quando dá, etc. Cerveja a menos de R$ 3. Pelo que eu soube, a música lá costuma ir de Calypso à Bossa Nova, dependendo de quem está lá.

No Zero1 também conheci o famoso caldinho daqui. Diferente de Natal, onde a gente “janta” numa cumbuca, aqui eles servem uma pequena porção em um copinho, às vezes descartável e a menos de R$ 2, geralmente acompanhado de uma de cana.

Em ambos vou ter que levar minhas amigas Mariana Arêa e Nara Neri (outros também, claro, mas essas duas são presença obrigatória).
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Chico, Chico com C de cabra macho.
Tem horas que baixa Chica nele e é um doce.

Em outras o capeta reina e ele não me deixa trabalhar arranhando minhas pernas e perturbando meu juízo.
Mas, nesta entrevista exclusiva, ele reafirma sua masculinidade: clique aqui para assistir no Youtube.
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Atenção, amigos!
Quem quiser ver o jogo do Brasil dia 10 pode vir aqui pra casa. O pacote inclui hospedagem e… hospedagem e… hospedagem!

Se virem pra arrumar os R$ 50 do ingresso. Achou caro? Pode ver pela televisão, o que vai lhe proporcionar uma visão melhor, porque esse preço aí é para a arquibancada láááá de cima.
As arquibancadas menos longe são R$ 70.
As cadeiras são R$ 2,77 por minuto, ou R$ 250 pelo jogo.
Claaaro que tem tooda a emoção de um estádio, um cenário espetacular de gente e futebol, milhares de vozes gritando goool (tomara)… Mas eu só vou se David não tiver outra companhia.
Clique aqui para saber mais sobre o jogo.
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Nesses dias tive que ir duas vezes ao Aeroporto de Recife (coração partido na partida). Em nada lembra o de Natal, como era de se esperar.
Primeiro, no tamanho. Segundo, na arquitetura. Terceiro, no estacionamento – são quatro pisos e o preço é R$ 2,50; pode parecer caro mas é mais barato do que em certos shoppings daqui, portanto, mais barato do que em Natal.

Escadaria do Aeroporto do Recife
O Augusto Severo está pequeno pra Natal. Será que vão empurrá-lo com a barriga do blá-blá-blá até o futuuuuuro Aeroporto de São Gonçalo ficar pronto?
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