Eu e o Recife

Centralizando

30/06/2009 · 4 Comentários

Lembram do Central? Aquele que eu falei rapidamente quando fui ao Frontal. Bom, eu estive lá dentro dia desses, e gostei.

Vista da área principal do bar a partir do mezzanino

Vista da área principal do bar a partir do mezzanino

É um point de jornalistas e outros bichos, com boa música – jazz e cia; mas a jukebox tem de rock a Luiz Gonzaga – e boa comida. Também citado no guia da Veja, como ótima opção para o happy hour.  Como já tinha jantado, pedi um doce: cartola, que aqui não leva chocolate, mas canela. Muito boa.

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Os lados de Boa Viagem

29/06/2009 · 5 Comentários

Dias desses fui, finalmente, à Boa Viagem. Se não me engano, praticamente a única praia urbana de Recife.

Vista de Boa Viagem no sentido Centro-Sul

Vista de Boa Viagem no sentido Centro-Sul

Diferente de Natal – com exceção de Areia Preta – toda a orla é emparedada por altos edifícios, o que bloqueia boa parte da orla marítima pra cidade, que é plana (e parece que até em nível abaixo do mar). Em comum com nossas praias, a enorme quantidade de cadeiras, guarda-sóis e vendedores ambulantes. Nada comum – e que realmente me surpreendeu – é a enorme quantidade de… pombos! Pombo na praia. Que coisa!

Pombinhos por toda a praia

Pombinhos por toda a praia

Sem falar nos trechos em que é melhor ficar na areia.

Vários pontos da praia têm alerta sobre possíveis ataques de tubarões

Vários pontos da praia têm alerta sobre possíveis ataques de tubarões

Masss…. Praia é praia. Sol, mar, som de ondas e uma agradabilíssima sensação de brisa levemente salgada no rosto.

Foto: Emídia Felipe

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São João do feriadão

24/06/2009 · 3 Comentários

Ruas desertas, frotas de ônibus especiais, comércio fechado, escala de plantão no trabalho. Podia ser domingo mas é quarta-feira. Dia de São João.

São joão

Isso mesmo. São João por aqui é feriado. Eles fizeram um acordo com os céus e preferem homenagear o santo a reverenciar o Corpus Christi – trocaram um pelo outro. Ontem, todo canto da cidade cheirava a fumaça de fogueira e, se a noite tiver sido violenta, o barulho dos possíveis tiros foi  muito abafado pelos estouros das bombinhas juninas.

E, apesar de ser quarta-feira, desde segunda o clima já era de festa, quase o mesmo clima pré-Natal.

Pense num povo festeiro!

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Buzando

04/06/2009 · 7 Comentários

Sem carro – por enquanto, espero  – estou tendo que ir trabalhar de ônibus. Dei sorte: a parada é perto de casa e a linha não é demorada. Além disso, eu vou no contrafluxo do rush.

onibus

Massss… a passagem custa R$ 2,80! Tudo bem que a população da Grande Recife é do mesmo tamanho da população do Rio Grande do Norte todinho, mas quem vem de uma cidade onde tudo é a 15 minutos de carro e a passagem de ônibus é R$ 1,45 (ainda é?),  susto é inevitável. *Mas descobri que também tem ônibus a R$ 1,85 – pena que não é o meu!

Uma coisa que merece registro também: tem gente que se pendura no lado de fora do ônibus em movimento, tipo 50, 60 km/h. Acho que vi algo assim em noticiários de São Paulo. Ao vivo foi a primeira vez – pena que não deu pra registrar com máquina, porque o bairro onde estava era meio barra pesada e foi muito rápido.

Quem, como eu, precisar de ônibus pra praticamente tudo no Recife, tem um site que pode ser legal: www.onibusrecife.com.br . Ainda não testei, mas parece bem completo. Vou dar uma olhada e depois eu conto.

Site Ônibus Recife

Site Ônibus Recife

*Atualizado em 05/06/09, às 09h36

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Recifês

03/06/2009 · 8 Comentários

Olá, classe!

Vamos agora aprender um pouco das expressões do povo do Recife – não esqueçam de falar os “Ss” antes de consoantes e no fim das palavras com som de “izz”.

balao-fala-mais

Se disserem que seu namorado é “tanga no aro” ou ”trabalha na Mário Melo“, é melhor você investigar o rapaz, porque ele pode ser “frango”. Captaram?

Quando você ouvir um “eu me abro“, descarte a sinceridade alheia. Ele não quer dizer nada além de que ri de algo.

O nosso “doidinha” aqui é “mulé“.

Doidinho que pega mulher feia é homenageado com a alcunha de “guerreiro“.

Aqui não é a Bahia de Lázaro Ramos, mas também se fala “Ó pra aí”, só que sem o “ó” do final. Na verdade, como falam muito rápido, é “opraí” ou “opraisso“ (em menos de um milésimo de segundo).

Se você fizer alguma coisa “na brodagem“, certamente será bem visto e todos vão achar que você é uma pessoa generosa.

“Ruim que só febre do rato” é ruim mesmo.

A interessante construção “tá vendo tu?” é como o nosso “olha aí”.

Um bom advérbio de intensidade é o “é bóia“.

E, meninas, se chamarem você de “tabacuda” não se ofenda…tanto. Afinal, um rapaz também pode ser “tabacudo“, que nada mais é do que abestalhado.

Agradecimentos especiais a Maria Helena, Filipe de Assis, Dimitry Queiroga e Roberto Emmanuel.

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Bar com dinheiro

03/06/2009 · 3 Comentários

Estive em um dos ganhadores da última edição Veja Recife – não que a publicação seja um guia indefectível, mas é uma boa referência.

É o Bar do Neno, colado no irmão gêmeo Bar do Lula. O do Neno produz o caldinho considerado o melhor da cidade. Acabei descobrindo isso só depois de um casquinho de caranguejo e uma empada e, como já tinha jantado, não quis provar. Mas não faltarão outras oportunidades.

Salão do Bar do Neno

Salão do Bar do Neno

De todo modo, como eu dizia, a empada de palmito que comi era simplesmente perfeita. Eles servem no estilo Real Botequim, com garçons passando com os petiscos e oferecendo.

Provei ainda uma deliciosa – e bem doce, como gosto – tangiroska.

Tangiroska

Tangiroska

Como imaginei, o lugar, que fica em um bairro nobre da cidade (Parnamirim), não é barato. Estávamos lá porque era quarta-feira, dia de chopp (R$ 3,50) clonado – segunda também tem.  A tangiroska saiu a R$ 6,90. Uma cebola recheada com charque que um amigo comeu, R$ 9,90.

Caldinho completo: R$ 4,50

Caldinho completo: R$ 4,50

Enfim, é um lugar pra você ir quando estiver com dinheiro e a fim de petiscar e beber bem. Mas vale a pena. Eles são bem criativos. Essa semana, até domingo, estão servindo pratos feitos por clientes e parte da arrecadação vai para o Imip, uma ONG da área médica.

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Boteco de centro

28/05/2009 · 4 Comentários

Dia desses finalmente dei minha primeira saída cervejística – nem gosto muito, mas esse novissímo adjetivo representa também reunião de pessoas conversando e rindo em torno de uma mesa de boteco, o que é muito bom. Vamos ao que eu vi:

Esse aqui é o Central. Point de jornalistas na Rua Mamede Simões, no centro do Recife, com comida árabe, petiscos e uma jukebox:

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Esse aqui é o Frontal, em frente ao Central. Primo pobre do Central, com cerveja a R$ 3 com direito a cadeira de plástico na calçada.

bar2

Esse outro é o Zero1, no Recife Antigo. A arquitetura lembra as reformas em casa de pobre: vai fazendo uma coisa aqui, outra ali, quando dá, etc. Cerveja a menos de R$ 3.  Pelo que eu soube, a música lá costuma ir de Calypso à Bossa Nova, dependendo de quem está lá.

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No Zero1 também conheci o famoso caldinho daqui. Diferente de Natal, onde a gente “janta” numa cumbuca, aqui eles servem uma pequena porção em um copinho, às vezes descartável e a menos de R$ 2, geralmente acompanhado de uma de cana.

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Em ambos vou ter que levar minhas amigas Mariana Arêa e Nara Neri (outros também, claro, mas essas duas são presença obrigatória).

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Olha Chico aê!

28/05/2009 · 7 Comentários

Chico, Chico com C de cabra macho.

Tem horas que baixa Chica nele e é um doce.

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Em outras o capeta reina e ele não me deixa trabalhar arranhando minhas pernas e perturbando meu juízo.

Mas, nesta entrevista exclusiva, ele reafirma sua masculinidade: clique aqui para assistir no Youtube.

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Jogo do Brasil para poucos brasileiros

27/05/2009 · Deixe um comentário

Atenção, amigos!

Quem quiser ver o jogo do Brasil dia 10 pode vir aqui pra casa. O pacote inclui hospedagem e… hospedagem e… hospedagem!

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Se virem pra arrumar os R$ 50 do ingresso. Achou caro? Pode ver pela televisão, o que vai lhe proporcionar uma visão melhor, porque esse preço aí é para a arquibancada láááá de cima.

As arquibancadas menos longe são R$ 70.

As cadeiras são R$ 2,77 por minuto, ou R$ 250 pelo jogo.

Claaaro que tem tooda a emoção de um estádio, um cenário espetacular de gente e futebol, milhares de vozes gritando goool (tomara)… Mas eu só vou se David não tiver outra companhia.

Clique aqui para saber mais sobre o jogo.

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Voando longe

27/05/2009 · 2 Comentários

Nesses dias tive que ir duas vezes ao Aeroporto de Recife (coração partido na partida). Em nada lembra o de Natal, como era de se esperar.

Primeiro, no tamanho. Segundo, na arquitetura.  Terceiro, no estacionamento – são quatro pisos e o preço é R$ 2,50; pode parecer caro mas é mais barato do que em certos shoppings daqui, portanto, mais barato do que em Natal.

Escadaria do Aeroporto do Recife

Escadaria do Aeroporto do Recife

O Augusto Severo está pequeno pra Natal. Será que vão empurrá-lo com a barriga do blá-blá-blá até o futuuuuuro Aeroporto de São Gonçalo ficar pronto?

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