Arquivo da categoria: Saídas

Que tal um cineminha?

Recife sempre é referência para cidades vizinhas quando pensamos em baladas. Este ano, especialmente, em shows internacionais. Mas nem só de agitação vive o recifense, obviamente. O bom e velho costume de ir ao cinema também faz parte da agenda. Um deles, em especial, me chamou a atenção desde que cheguei: o da Fundação Joaquim Nabuco, mais conhecido como Cinema da Fundação.

Clique aqui para ouvir esse post no meu podcast

A sala de cinema, de 185 lugares, é confortável e bem estruturada, na minha humilde opinião de leiga. Além do ótimo preço – R$ 8 inteira e R$ 4 meia (preço que é único às quartas) -, a seleção de filmes é ótima. Mesmo para quem não gosta tanto dos filmes mais alternativos. O acesso também é bom, porque fica em um bairro central, o Derby. Tem ainda um ótimo café na antessala.

Foto: Otávio de Souza/Site da Fundaj

Por lá eu vi grandes filmes, animações e documentários ótimos como o sueco Deixa ela entrar (vão fazer uma refilmagem americana, veja esse primeiro), Sede de sangue, Doce Brasil Holandês, Mary and Max e, mais recentemente Como esquecer – em que Ana Paula Arósio mostra todo seu talento amadurecido além de seus lindos rosto e corpo.

Clique aqui para ver a programação da Fundação, cujo twitter é @CinemaFundacao

Foto em www.revistaogrito.com

A Fundação
Ligada ao Ministério da Cultura, a Fundação Joaquim Nabuco foi fundada em 1949 e teve forte influência de Gilberto Freyre em sua criação e em seu desenvolvimento. A instituição trabalha com projetos e pesquisas ligados à cultura, priorizando o Nordeste e a vida de Joaquim Nabuco.

Outros cinemas
A cidade ainda dispõe de um cinema de rua – que eu saiba. É o São Luiz, no Centro, o mais antigo do Recife e que foi reformado em 2009. Os demais ficam nos shoppings (Tacaruna, Boa Vista, Plaza e Recife). Tem ainda um menorzinho, o Cine Rosa e Silva, que fica em um shopping chamado ETC na Avenida Rosa e Silva. Ainda não fui lá. Dizem que é ruim, mas barato.

É na cidade vizinha, Jaboatão dos Guararapes, que fica o de melhor estrutura, o do Shopping Guararapes, como já comentei aqui. É um pouco longe para quem não está na Zona Sul do Recife, mas vale a pena ir até lá para ver filmes de ação. A dica é ficar atento onde deixou o carro, porque os estacionamentos costumam ser amplos e mal sinalizados

Mergulhando em Porto

Seguindo a linha “Verão” nas dicas de Pernambuco, indico o mergulho em Porto de Galinhas (pertencente ao município de Ipojuca, Litoral Sul, a cerca de 75km do Recife).

Clique aqui para ouvir esse post no meu podcast

Quem não tem curso de mergulho faz sempre o batismo, uma modalidade acompanhada, com pouca profundidade (cerca de seis metros), porém muito interessante. E a água de Porto é cristalina. Há diversas opções de empresas que fazem mergulho. Procure sempre as credenciais dos responsáveis. Para o batismo, os preços que encontrei variam de R$ 80 a R$ 280. Vai de acordo com o seu bolso e onde você quer mergulhar.

Eu e David no mergulho em Porto - Foto: Divulgação/Submerso



Eu fui na mais barata, a Submerso. Não me arrependi. O mergulho foi muito legal. Antes, há uma aulinha de conceitos e sinais básicos. Depois você vai para a área de mergulho, antes dos corais, e faz uma rápida adaptação ao equipamento. Fui duas vezes. Vejam as fotos aqui.

Esse mergulho foi antes dos corais, ou seja, sem riscos de tubarões. O que você vai ser são simpáticos peixinhos coloridos, como em um aquário gigante. Para quem tiver problemas em ficar embaixo d’água e acabar ficando na areia, lá tem aluguel de snorkel. Além disso, na maré baixa dá pra ir andando dentro d’água – ou nadando no raso – até as piscinas naturais, que são belíssimas.

Sobre Porto
Diferentemente de Pipa (RN), por exemplo, Porto de Galinhas é plano e a área de restaurantes, lanchonetes e bares  próximos à praia é mais ampla e permite um tráfego melhor de pedestres. Contudo, como qualquer praia popular, atrai muita gente. As barracas tomam conta da larga faixa de areia (quando maré baixa).

Do blog http://lugaresextraordinarios.blogspot.com

Nessa época do ano há ainda mais gente por lá. No fim de semana passado (08 e 09 de janeiro) peguei 45 minutos de congestionamento para chegar lá – o fluxo não é apenas para Porto, mas para praias vizinhas igualmente bonitas, como Tamandaré e Carneiros. De todo modo, vale a visita. E o mergulho.

Empresas de mergulho que consultei
www.submersoscubadiver.com.br
www.aicadiving.com.br
www.aquaticos.com.br

Como chegar a Porto
Pra quem vem de Natal e outras cidades ao norte de Pernambuco, o melhor é ir pela BR-101, porque é bem sinalizada. Mantenha-se à direita quando estiver saindo da área do Recife.  Da BR-101, depois que sair do Recife, você precisa ficar atento porque este trecho está em obras e a sinalização não é muito boa. Você vai pegar a PE-60. Daí é seguir a sinalização e perguntar sempre que em dúvida – não confie só no GPS! Fique atento na estrada – como em qualquer uma, sobretudo as que você não conhece bem – e não corra. Além de ser sempre necessário cuidado, o povo daqui de Recife e região é muito escroto.

Veja aqui o mapa no Google Maps.

Fotos do meu mergulho
www.flickr.com/photos/emidia/sets/72157624288721074

Links de turismo em Porto
www2.uol.com.br/portodegalinhas
www.visiteportodegalinhas.com
www.agitoportodegalinhas.com.br

Quem quer sossego?

A cerca de 40km do centro do Recife, no Litoral Norte pernambucano, descansa o sossego. Ele se deita em uma areia fina e branca, banhado por águas mornas e rasas, ao alcance de qualquer um, mas procurado por poucos.

Foto: Emídia Felipe

Fugindo de Boa Viagem, vale a pena pegar o carro e descobrir essas pequenas pérolas do litoral, como a Praia do Sossego, na ilha de Itamaracá. Como acabo passando mais fins de semana em Natal do que aqui, passo pouco tempo nessa garimpagem. Tanto que essa “descoberta” é crédito de Adriana Amorim, que, acompanhada do simpático Billy (foto abaixo), me levou lá.

Nesse ponto onde fiquei, só tinha uma barraca até onde eu conseguia ver, a do Passarinho. Quem atende lá é Carlos, um suposto argentino que fala portunhol e disse já ter esquecido o espanhol. Mas isso fica de bônus, porque o atendimento é bom e o cardápio é barato.

A Praia do Sossego me lembra um pouco a potiguar São Miguel do Gostoso, que, coincidentemente, também fica ao norte da capital.

Mais fotos e informações
Clique aqui para ver fotos minhas da Praia do Sossego
Outras fotos
Outras informações

Terça? É do vinil

Sou suspeita pra falar porque assessoro o “dono” do evento. Mas, se não gostasse, não falaria. Então lá vai:


Nem só de frevo vive a irmã do Recife. Olinda oferece outros ritmos dançantes e malemolentes durante o ano. Às terças, por exemplo, rola a Terça do Vinil na Bodega de Véio, com samba, MPB e outros ritmos brasileiros tocados nos saudosos bolachões.

Foto: Divulgação/DJ 440

Embaixo, a bodega e suas bodeguices – de comida a suvenires. Em cima e ao lado, o DJ 440, que literalmente toca o projeto, escolhe as músicas. Entre esses dois pontos, as pessoas dançam, conversam, circulam e se espremem. Quando está muito cheio, chega a lembrar a rua principal de Pipa (RN) em dia de “festa”. Mas a vibe é com-ple-ta-men-te diferente.
Esse vaivém é gratuito. Ninguém paga nada além dos comes e bebes. Esses, aliás, não são assim tão fartos. Você poderá ter dificuldade de achar cerveja e comida. Apesar do sucesso do evento, acho que só a Bodega e uma mulher que mora em frente vendem alguma coisa – se outros lugares vendem, fecham cedo.
Como começa às 19h, a Terça do Vinil acaba sendo um bom aquecimento para bares e eventos nas redondezas.

Quem também aparece por lá (pena eu não ter pego foto e mais informações) é um artista de rua que anda na corda bamba entre dois postes e espalha fogo com a boca, usando querosene como combustível.
Para o transporte, a dica é ir de táxi. A não ser que você more ou esteja hospedado em Olinda e dê pra ir andando. Isso porque esse pedaço da Rua do Amparo fica cheio e difícil de passar com veículos. Além disso Olinda, à noite, não é a mais segura das cidades, sobretudo na parte histórica, para veículos.

Mais fotos da Terça do Vinil aqui.

Falando no Muda

Reutilizar. Renovar. Reiventar. Rever conceitos. É bom fazer isso de vez em quando. E, de vez em quando, é bom ter isso como rotina. Me sinto um pouco assim no Espaço Muda, galeria-bistrô-brechó-espaço de espetáculos que fica no bairro de Santo Amaro, na periferia do Recife (mas que está ganhando uma buliçosa vida noturna, especialmente pela presença dos dois maiores jornais no bairro).

Foto: Emídia Felipe

O Muda é minha dica permanente para quem gosta de arte e lugares aconchegantes. Também dá boas ideias para quando deixamos de lado o consumismo exagerado e pensamos em dar novos destinos às coisas – na decoração e no brechó. Virou point de gente interessante e área de tamanho ideal para exposições fora do circuito “chique” das artes.

Fiz um perfil para a Revista o Grito sobre o lugar. Sim, fui parcial: sugeri a pauta porque gostei. “Apesar de não ser o primeiro – nem será o último – a engrossar o circuito de points descolados que estão metamorfoseando a área, chama a atenção pela sua pluralidade. Apresenta propostas que envolvem artes visuais, teatro, música, cinema, literatura e gastronomia”, descrevo.

Foto: Emídia Felipe

Mas cada um pode ir lá e fazer as próprias avaliações.

No meu Flickr, mais fotos.

PS: deu saudades de escrever aqui. É o blog mais interativo que tenho e o que uma das coisas que me fazem me sentir mais em casa aqui no Recife. Vou tentar atualizá-lo mais.

Sushi bom e balato, né?

Que comer em Recife é mais barato que em Natal eu já sabia. Mas não sabia que isso incluia a deliciosa e delicada culinária japonesa. Essa semana, tentando satisfazer o repentino desejo de um amigo de comer sushi, fui até o Zen, que fica na Rua da Hora e sobre o qual eu já tinha ouvido falar.

A fachada estava desligada e a câmera do cel não é boa, mas dá pra reconhecer se passar em frente

O rodízio de sushi custa R$ 25,90. Sim, R$ 25,90 e de ótima qualidade. Eu, claro, me empanturrei. Quem me acompanhava, então… Eles também têm temakis – vegans, inclusive – e uma pitada chinesa, com rolinhos (primavera, camarão, etc), entre outras delícias asiáticas.

Foto: Emídia Felipe

Bom, né?

Ei, me dá uma moeda

Em fevereiro por aqui todo dia tem lugar pra ir. Todo mundo tem um bloco, ou alguém promove um show ou uma prévia carnavalesca. Em dua delas, acabei indo à Rua da Moeda, famosa no Recife Antigo. Infelizmente a câmera do meu novo celular é muito pior do que se dizia e a imagem não faz jus ao clima, mas vamos lá:

A imagem mostra uma das laterais da rua, perto da Casa da Moeda, um dos barzinhos legais da área. Foi lá onde vi a brincadeira da Skol nas mesas pela primeira vez.

É lá também que tem uma estátua em homenagem a Chico Science.

A Rua da Moeda fica perto da Livraria Cultura e eu já tinha passado por lá de dia. Mas nada comparado ao agradável clima da noite.

É carnaval!

Sim, desde o dia 1º já se tem notícia e realização de festas carnalescas em Recife e Olinda.

Galo da Madrugada - esse eu devo ir!

Veja a programação e notícias no hotsite do Diário de Pernambuco e no site oficial da prefeituras de Recife.

A de Olinda – pasmem – ainda não colocou a programação no ar.

Eu ainda não sei pra onde vou ou vou deixar de ir. Só sei que eu vou.

Fita-me no fiteiro

(fi.tei.ro)

sm.

1. Fabricante de fita, de tiras estreitas.

2. Quem faz fita3, quem simula, finge estar sentindo ou agindo de certa forma

3. Quem é pródigo em galanteios e cortesias; quem namora muito

4. N.E. Espécie de porta envidraçada para isolar e proteger, em lojas, mercadorias expostas em prateleiras, sem impedir a visão das mesmas; vitrina

5. PB PE Barraca onde se vendem produtos como doces, cigarros etc; quiosque

a.

6. Diz-se de quem é fiteiro (1 a 3)


Mais uma pro nosso dicionário de recifês. Você topa com um desses em cada ponto da cidade, principalmente nas proximidades do centro, como o da foto aí embaixo. É como se fosse as nossas cigarreiras em Natal, só que menores e mais focadas em baganas e cigarros.

Fiteiro na Rua do Hospício

Mas tem outro. O bar Fiteiro, que fica num bairro nobre daqui, chamado Parnamirim, tal qual nossa cidade vizinha lá de Natal.

Entrada do Fiteiro

O cardápio e o público são semelhantes ao Bar do Neno e ao Bar Real. Mas eu gosto mais dele pela decoração – cheia de frases típicas de fiteiros, como as que tem nos parachoques de caminhão; o espaço é bom; fica numa praça tranquila; e tm uma jukebox.

Emídia Felipe

Lanchando – Bugaloo e Laça Burguer

Mais uma dica para matar aquela fome de sanduíche: Bugaloo

Lembra o Pittsburg, de Natal. Mas é maior e mais variada, com sushi (até determinada hora), outros pratos e um bar anexo (na unidade da Torre, pelo menos).

Fome monstra no Bugaloo

Os preços também lembram o Pitts. Ouvi falar que o pessoal do Bugaloo era da família – ou sócio – do Laça Burguer, e, encerrada a parceria, resolveram montar outra lanchonete. Mas só ouvi falar, não chequei nem nada.

O Laça Burguer  é muito bom e tem um estilo de loja mais puxado pro fast-food “tradicional” – têm até franquias. Um amigo meu gaúcho diz que eles têm a melhor maionese daqui. A entrega também funciona. Os preços são parecidos com o do Bugaloo.