Quando eu era criança, costumava acompanhar meu pai, em manhãs de domingo, na feira da Cidade da Esperança. Natal não tem mercados, à exceção do da Redinha (praia da Zona Norte), então as feiras é onde a gente encontra esse comércio das antigas, onde se vende de quase tudo das maneiras mais simples.
Já aqui em Recife, os mercados fazem parte da história da cidade. Esses dias eu conheci o da Madalena.
No sábado, os bares que têm por lá ficam lotados. Do lado de fora, uma galeriazinha com vários deles tem uma cobertura para as mesas. Trio de sanfona, zabumba e triângulo fecham o cenário de lugar-nordestino.
Dentro, além de alguns bares, as lojas vendem comida, cordéis, utilidades domésticas e, principalmente, animais e acessórios para eles. Aliás, quem, como eu, não gosta de ver bicho preso – cheguei a testemunhar mais de 15 pássaros presos em uma gaiola pequena – deve pensar duas vezes antes de ir.
Mas eu fui pelo pessoal e pelo bar. Uns colegas estavam no lançamento do livro Cabeleira e outros cordéis do canganço.

Corredor do mercado
Ficamos ouvindo um cantador enquanto pesticávamos na Confraria do Corno. Fundado há 35 anos, o bar antes se chamava A tracional rabada do Fernando. Como muitos policiais federais frequentavam o local e diziam que eles eram cornos por causa das mulheres que ficavam em casa, o nome foi alterado.

Interessante como a cornagem é uma "brincadeira sadia", como disse o dono do bar
Lá pedimos uma macaxeira com cupim. Sensacional! Muito boa e por R$ 7, um bom prato para duas pessoas com fome ou três que petiscam.

8 respostas Até agora ↓
Tekasdesigner // 15/09/2009 às 11:28 |
Nossa, adorei seu cantinho.. Estava aki desde cedo só lendo.. e o mais interessante é que a leitura é gostosa.. a gente vai lendo e não se cansa.. parabens.. Seus posts são ótimos!! Irei linkar vc no meu blogg. beijão! Sucesso!
Emidia Felipe // 15/09/2009 às 23:11 |
Que bom que gostou! Obrigada.
QG // 15/09/2009 às 13:34 |
Emidia, se tu curte bate perna, quando eu era boy ai minha mãe me levava nos fds pra passear em casa forte tem muitos casarões e antiguarios, não sei se hoje ainda da pra fazer mas era muito legal.
Emidia Felipe // 15/09/2009 às 23:10 |
Menino, eu gosto sim! Tô esperando voltar a ter carro para fazer passeios mais longos. Vou guardar a dica. Bjo
fabio // 15/09/2009 às 18:27 |
Ô saudade!
Comidão legal tem também no mercado da Encruzilhada. Mas sábado tem que chegar às 11h porque é cheio! E o mercado da Boa Vista é massa também! Comida de primeira.
Emidia Felipe // 15/09/2009 às 23:10 |
Pois é! O povo daqui adora um mercado. O da Boa Vista é o próximo da minha lista. Bjo!
fabio // 16/09/2009 às 19:50 |
Tem um novo, que era privado mas agora é público e foi reconstruído recentemente: o do Cordeiro. Fica na avenida San Martin, transversal da Caxangá.
Sem falar no mais bonito de todos: o São José, no meio da selva urbana do centro. Mas o forte desse não é a comida.
Vinícius Albuquerque // 13/10/2009 às 18:01 |
Gata!!! Faz tempo que não passo por aqui
Você esqueceu dos mercados do Alecrim aqui em Natal (tem um na Avenida 6 e um em outra rua numerada) e o Mercado do Peixe, no Canto do Mangue… Claro, que estão mais pra quiosques “pé-sujo” e não chegam nem perto do ar cultural que deve ter um mercado em Recife (só a fachada já é de chorar). É realmente uma pena que na Cidade do Sol não tenha lugares como esses.