Em fevereiro por aqui todo dia tem lugar pra ir. Todo mundo tem um bloco, ou alguém promove um show ou uma prévia carnavalesca. Em dua delas, acabei indo à Rua da Moeda, famosa no Recife Antigo. Infelizmente a câmera do meu novo celular é muito pior do que se dizia e a imagem não faz jus ao clima, mas vamos lá:

A imagem mostra uma das laterais da rua, perto da Casa da Moeda, um dos barzinhos legais da área. Foi lá onde vi a brincadeira da Skol nas mesas pela primeira vez.
É lá também que tem uma estátua em homenagem a Chico Science.

A Rua da Moeda fica perto da Livraria Cultura e eu já tinha passado por lá de dia. Mas nada comparado ao agradável clima da noite.
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Dia desses estive no Pátio de São Pedro, uma boa área em frente à Igreja de São Pedro, no Centro de Recife.

Igreja de São Pedro
Foi em um dos dias do Festival Pré-AMP e quem tocava era o Trio Pouca Chinfra (qu de trio não tem nada, eram várias pessoas; mas, justamente por isso começaram a demitir músicos). Sambinha legal, policiamento presente e gente interessante. Mas parece que nem sempre é assim. Segundo umas pessoas que estavam comigo, fora dos festivais o pátio não tem mais atraído tanta gente como antigamente. Apesar da beleza histórica do local e bons barzinhos que tem por lá, o centrão passou a ser um pouco hostil e esquecido pela segurança pública.
Voltando ao festival, uma cena me chamou a atenção. Entre a banda e as pessoas que dançavam perto do palco, um mendigo dormia. Olhando por ele estava um rapaz que parecia realmente triste com a situação.

Logo depois, outro mendigo apareceu, mas parecia mais disposto:

Eu, que tinha chegado mais perto do palco para dançar, não consegui e voltei para perto da igreja. Sim, a miséria alheia me incomoda e incomoda o meu sambar. Um incômodo que nasce da vergonha de ter tanto e ainda não fazer nada, ou muito pouco, por pessoas como essas, que sempre precisam de ajuda. Obviamente não poderia fazer nada ali, talvez um trocado para que comessem – mas que provalvemente viraria algum vício para ajudar a passar a noite. Mas espero que, assim como eu e, provavelmente, o rapaz que os observava, cada um de nós se sinta um pouco tocado com o extremo em que muitos próximos a nós vivem e tente fazer algo como puder.
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Ainda não entrei na vibe carnavalesca e ontem, em vez de ir pra os Amantes de Glória, preferi programinhas superlights e caseiros. Num deles, passando no Paço Alfândega, vi uma loja e uns três quiosques de fantasias.

Detalhe dos produtos à venda nos quiosques - Emídia Felipe
Então lembrei: ainda não sei com que fantasia vou para o carnaval. Bom, pelo menos sei onde procurar agora. Pelo menos um dos quiosques dos Paço vão estar abertos até a terça de carnaval. Deve haver vários outros milhares de pontos de venda de fantasias, máscaras e outros apetrechos, mas pelo menos tenho um onde sei chegar.
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Sim, desde o dia 1º já se tem notícia e realização de festas carnalescas em Recife e Olinda.

Galo da Madrugada - esse eu devo ir!
Veja a programação e notícias no hotsite do Diário de Pernambuco e no site oficial da prefeituras de Recife.
A de Olinda – pasmem – ainda não colocou a programação no ar.
Eu ainda não sei pra onde vou ou vou deixar de ir. Só sei que eu vou.
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Aqui o cavaco chinês – uma espécie de hóstia crocante e doce – é vendido enrolado. Lá em Natal é aberto. Eu achei o daqui mais fácil de comer. O bom dos dois é que são igualmente gostosos e baratos.

Cavaco chinês recifense
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Quando me mudei, um dos rapazes que faziam a mudança deixou a geladeira cair, abrindo um profundo corte em seu joelho. Levei o acidentado ao maior hospital público da cidade, o Hospital da Restauração.

Fachada do hospital
Dados de 2004 que peguei neste artigo dizem que ele tem 535 leitos e fazia mais de 12 mil atendimentos emergenciais por mês.
O rapaz entrou e eu não pude acompanhar. Vinte minutos depois, começaram a chamar os acompanhantes, mas não consegui entrar. Depois a atendente me disse: “É só um corte? Acho que ele não foi atendido não. Aqui e só facada, tiro e acidente grave”.

Recepção da emergência da Restauração
Consegui entrar e o rapaz confirmou: só estancaram o sangue e mandaram ele para outro hospital, que, se não me engano, era o Agamenon Magalhães. A essa altura, o responsável pela mudança já tinha acabado e levou ele mesmo o acidentado.
Enquanto esperava, vi que muita gente aproveita o intenso movimnto para, assim como no Walfredo Gurgel, em Natal, vender comida, oferecer serviço de táxi e também procurar desaparecidos (isso não lembro se vi no Walfra).

Mural com desaparecidos na Restauração
Uma outra coisa comum aos dois hospitais: a certeza de que só se os políticos fossem obrigados a usar os serviços públicos eles melhorariam. É uma das faces mais cruéis do descaso das autoridades, o maltrato à saúde da população. Obviamente muitas vidas são salvas nesses dois hospitais e certamente há profissionais comprometidos. Mas é certeza também que o serviço e o cuidado com o ser humano não chega a 50% do que deveria ser.
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(fi.tei.ro)
sm.
1. Fabricante de fita, de tiras estreitas.
2. Quem faz fita3, quem simula, finge estar sentindo ou agindo de certa forma
3. Quem é pródigo em galanteios e cortesias; quem namora muito
4. N.E. Espécie de porta envidraçada para isolar e proteger, em lojas, mercadorias expostas em prateleiras, sem impedir a visão das mesmas; vitrina
5. PB PE Barraca onde se vendem produtos como doces, cigarros etc; quiosque
a.
6. Diz-se de quem é fiteiro (1 a 3)
Mais uma pro nosso dicionário de recifês. Você topa com um desses em cada ponto da cidade, principalmente nas proximidades do centro, como o da foto aí embaixo. É como se fosse as nossas cigarreiras em Natal, só que menores e mais focadas em baganas e cigarros.

Fiteiro na Rua do Hospício
Mas tem outro. O bar Fiteiro, que fica num bairro nobre daqui, chamado Parnamirim, tal qual nossa cidade vizinha lá de Natal.

Entrada do Fiteiro
O cardápio e o público são semelhantes ao Bar do Neno e ao Bar Real. Mas eu gosto mais dele pela decoração – cheia de frases típicas de fiteiros, como as que tem nos parachoques de caminhão; o espaço é bom; fica numa praça tranquila; e tm uma jukebox.

Emídia Felipe
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Mais uma dica para matar aquela fome de sanduíche: Bugaloo
Lembra o Pittsburg, de Natal. Mas é maior e mais variada, com sushi (até determinada hora), outros pratos e um bar anexo (na unidade da Torre, pelo menos).

Fome monstra no Bugaloo
Os preços também lembram o Pitts. Ouvi falar que o pessoal do Bugaloo era da família – ou sócio – do Laça Burguer, e, encerrada a parceria, resolveram montar outra lanchonete. Mas só ouvi falar, não chequei nem nada.
O Laça Burguer é muito bom e tem um estilo de loja mais puxado pro fast-food “tradicional” – têm até franquias. Um amigo meu gaúcho diz que eles têm a melhor maionese daqui. A entrega também funciona. Os preços são parecidos com o do Bugaloo.
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Fazia muito tempo que eu não ia a um parque de diversões, talvez quase uma década. Mas nunca deixei de gostar de montanha-russa, mesmo conhecendo só as pequeninas, únicas que cabem no largo do Machadão, em Natal, praticamente o único lugar em Natal para esse tipo de estrutura.

Emídia Felipe
Tempos atrás fui à Mirabilândia, que fica coladinha em Recife, em Olinda. Parece que no local onde funcionava o Playcenter.

Emídia Felipe

Emídia Felipe
Nunca gritei tanto. Fomos em duas montanhas-russas, um brinquedo com descidas na água, carrinhos bate-bate e casa do terror. Na época de halloween, estava havendo shows de terror – superprodução com interação com o público.

Emídia Felipe
Mas acho que só vale a pena pra quem consegue desconto, como eu. Eles têm convênios com empresas e escolas, que deixa o preço pela metade. O normal é R$ 40.
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Quando eu era criança, costumava acompanhar meu pai, em manhãs de domingo, na feira da Cidade da Esperança. Natal não tem mercados, à exceção do da Redinha (praia da Zona Norte), então as feiras é onde a gente encontra esse comércio das antigas, onde se vende de quase tudo das maneiras mais simples.
Já aqui em Recife, os mercados fazem parte da história da cidade. Esses dias eu conheci o da Madalena.

No sábado, os bares que têm por lá ficam lotados. Do lado de fora, uma galeriazinha com vários deles tem uma cobertura para as mesas. Trio de sanfona, zabumba e triângulo fecham o cenário de lugar-nordestino.
Dentro, além de alguns bares, as lojas vendem comida, cordéis, utilidades domésticas e, principalmente, animais e acessórios para eles. Aliás, quem, como eu, não gosta de ver bicho preso – cheguei a testemunhar mais de 15 pássaros presos em uma gaiola pequena – deve pensar duas vezes antes de ir.
Mas eu fui pelo pessoal e pelo bar. Uns colegas estavam no lançamento do livro Cabeleira e outros cordéis do canganço.

Corredor do mercado
Ficamos ouvindo um cantador enquanto pesticávamos na Confraria do Corno. Fundado há 35 anos, o bar antes se chamava A tracional rabada do Fernando. Como muitos policiais federais frequentavam o local e diziam que eles eram cornos por causa das mulheres que ficavam em casa, o nome foi alterado.

Interessante como a cornagem é uma "brincadeira sadia", como disse o dono do bar
Lá pedimos uma macaxeira com cupim. Sensacional! Muito boa e por R$ 7, um bom prato para duas pessoas com fome ou três que petiscam.
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